Veículo movido a gasolina ou diesel pode deixar de ser vendido a partir de 2060

Medida provisória sobre setor automotivo segue para o Plenário da Câmara

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 843/2018, que institui o Programa Rota 2030, aprovou na última quarta-feira (24) o texto que garante incentivos fiscais para o setor automotivo. Após negociação entre parlamentares e a equipe econômica do governo, foi incluída na MP a prorrogação do regime especial automotivo do Nordeste, que acabaria em 2020. O texto, na forma de projeto de lei de conversão, segue para análise dos Plenários da Câmara e do Senado e precisa ser aprovado até o dia 16 de novembro.

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Parecer do governo define que reforma se aplica a todos os contratos celetistas

Em parecer divulgado nessa última terça-feira (15), o Ministério do Trabalho reconheceu existência de controvérsia acerca da aplicação da reforma trabalhista “em relação aos contratos em curso”. No documento publicado no Diário Oficial, o Ministério defende que a nova lei vale para todos os contratos em vigor, mesmo aqueles assinados antes de sua vigência.

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STJ define critérios para dispensa de medicamentos fora das listas do SUS

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça determinou, nesta última quarta-feira, 25, critérios para a dispensa de medicamentos não incorporados em atos normativos do SUS. O julgamento do recurso repetitivo REsp 1.657.156 foi no sentido de que é obrigação do poder público o fornecimento de medicação fora da lista do SUS, contanto que presente – de forma cumulativa – três requisitos: laudo médico que comprove a necessidade do produto, incapacidade financeira do paciente e registro do remédio na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Aprovada no CCJ contagem de dias úteis para juizados especiais

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça parecer favorável ao Projeto de Lei 36/2018 do Senado, que estabelece para os juizados especiais cíveis contagem apenas dos dias úteis para a prática de atos processuais. A proposta tem por objetivo uniformizar a maneira pela qual é realizada a contagem de prazos processuais.

Quando da entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, foi adotada a contagem dos prazos processuais em dias úteis. A Lei dos Juizados Especiais, contudo, não previu de forma expressa a aplicação subsidiária do CPC/2015. Assim, a depender do local ou de se tratar de juizado estadual ou federal, adotou-se em uns a regra do Código de 73 e em outros, o novo CPC – e diversos fóruns de trabalho reunindo magistrados editaram seus próprios enunciados. O Fórum Nacional de Juizados Especiais (FONAJE), editou norma técnica em março de 2016, defendendo que a contagem prevista no novo CPC não se aplicava ao rito dos juizado. Já o Fórum Nacional dos Juizados Especiais Federais (FONAJEF) estabeceleu o contrário, posição confirmada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM).

Essa diversidade de entendimentos fez com que a OAB ajuizasse no STF, em setembro de 2017, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, a ADPF 483, sustentando a inconstitucionalidade de decisões judiciais que aplicam a contagem dos prazos em dias corridos, pugnando da Corte Suprema que determine que os prazos processuais sejam contados em dias úteis. O processo ainda está em andamento.

“A modificação da contagem de prazo para dias úteis não altera ou influencia na celeridade na tramitação processual tão cara à sistemática dos juizados”, comentou o advogado Marcos Meira. “A uniformização desse entendimento, contudo, com uma regra clara que seja seguida por todos os tribunais, nos dá maior segurança jurídica. Seja pela decisão do Supremo, seja por lei do Congresso, dar uma resposta definitiva a essa celeuma é necessário.”

Fonte: Agência Senado

Instaurada comissão especial para analisar nova lei das licitações

Em tramitação desde 2017, o projeto da nova lei de licitações (PL 6.814/17) ganhou destaque após a retirada de pauta da Reforma da Previdência. Na última terça-feira (06) foi instalada na Câmara dos Deputados comissão especial para analisar a proposta, que revogaria a atual Lei de Licitações e Contratos (8.666/93), a Lei do Pregão (10.520/02) e o Regime Diferenciado de Contratações (RDC, Lei 12.462/11).

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Intervenção Federal na segurança do Rio

Após reunião ontem no Palácio da Alvorada, o presidente Michel Temer decidiu decretar intervenção na segurança pública do Rio. Após a assinatura do decreto, o mesmo segue para o Congresso, onde tem de ser votado no prazo de até dez dias. Com a intervenção, as Forças Armadas assumem a responsabilidade pelo comando das Polícias Civil e Militar. O General Walter Souza Braga Neto, um dos responsáveis pela segurança durante as Olimpíadas no Rio, foi designado o interventor.

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