Comissão debate regulamentação de moedas virtuais

Novo texto da Reforma da Previdência é apresentado

Foi apresentada na última quarta-feira (22) a nova proposta de reforma da previdência, a PEC 287/16, simplificada em relação ao texto aprovado em maio em comissão especial. O novo texto, apresentado pelo relator deputado Arthur Maia, reduziu o tempo de contribuição para a iniciativa privada, mantendo, contudo, regras de transição e idades mínimas de aposentadoria.

Entre os principais pontos da proposta, estão o estabelecimento do tempo mínimo de contribuição do trabalhador da iniciativa privada – 15 anos – com direito a receber 60% do valor da aposentadoria; para receber 100% do benefício, o segurado deverá contribuir 40 anos. O tempo mínimo no serviço público fica em 25 anos.

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Congresso derruba veto de convalidação de incentivos estaduais

O Congresso derrubou na semana passada (8) veto presidencial aos arts. 9º e 10º da LC 160/17, projeto que convalida isenções fiscais concedidas por estados para atrair empresas – a chamada ‘guerra fiscal’. O art. 9º estabelece que incentivos e benefícios fiscais concedidos pelos Estados e DF seriam considerados subvenções para investimento, independente de outras condições ou requisitos estabelecidos em lei. Já o art. 10º prevê que tal caracterização seria aplicável mesmo aos incentivos instituídos sem convênio aprovado pelos Estados (art. 155 da CF), contanto que respeitadas as exigências de registro e depósito previstas no art. 3º da LC.

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Projeto sobre aplicativos de transporte retorna à Câmara

Foi aprovado no Senado, com alterações, o PL 5587/16, projeto de lei que regulamenta serviços de transportes com aplicativos, como Uber, 99 e Cabify. O texto aprovado reconhece competência municipal apenas para fiscalizar o serviço, sem poder para autorizar ou não a atividade.
O projeto já tinha sido aprovado na Câmara em abril, entendendo que tais empresas são prestadoras de serviço público, dependentes de regulamentação e de permissão da administração pública para trabalhar. O Senado alterou completamente tal entendimento, criticado pelas empresas, que afirmam que a aprovação da lei da maneira como passara pela Câmara inviabilizaria o serviço.
“É necessário que haja uma regulamentação do serviço, mas não ao ponto de torná-lo impossível. É um direito do cidadão escolher como quer se locomover”, afirmou o advogado Marcos Meira. “Os aplicativos já fazem parte do nosso cotidiano, e em vez de se opôr simplesmente a eles, seus concorrentes devem procurar aprimorar seus serviços. Só assim terão a preferência do consumidor”.
Com as emendas aprovadas no Senado, o projeto volta para análise da Câmara. A questão dos aplicativos aguarda julgamento também no Supremo, onde já foi reconhecida sua repercussão geral.

 

 

União tenta reverter decisão sobre ICMS no PIS/Cofins

A Procuradoria-Geral da Fazenda apresentou embargos de declaração junto ao Supremo Tribunal Federal para tentar limitar a decisão de março no RE 574.706, que excluiu o ICMS do cálculo do PIS/Cofins. O recurso tenta sobrestar a decisão e modificar o entendimento do STF ou, pelo menos, limitar a exclusão para que seu efeito não seja retroativo, sendo aplicado apenas a partir do julgamento do recurso.

A estimativa da Procuradoria é que a decisão do STF represente perdas de arrecadação de R$20 bilhões por ano, chegando a R$250 bilhões com os pagamentos retroativos. São esses dados sobre o impacto financeiro que a decisão terá sobre os cofres públicos o principal fundamento do recurso.

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Contribuintes que já aderiram ao Refis não precisam fazer novo requerimento

Foi sancionado no último dia 24 o novo parcelamento do Refis, o projeto de lei que permite o parcelamento com descontos de dívidas com a União, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas. O texto aprovado prevê descontos de até 70% das multas e 90% dos juros se o pagamento da dívida for realizado de uma vez só.  As dívidas de até R$ 15 milhões poderão ser pagas com créditos de prejuízo fiscal. No caso do parcelamento, dívidas de até R$ 15 milhões exigirão entrada de 5%. O pagamento poderá ser feito em 145 meses, com descontos de 50% nas multas e 80% nos juros; e em 175 meses, com descontos de 25% e 50%, respectivamente.

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Precatórios não sacados estão sendo cancelados por bancos sem aviso prévio

Com base na Lei 13.463/2017, sancionada em julho e em vigor desde 31 de agosto, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica começaram a transferir para o Tesouro Nacional valores referentes a precatórios e requisições de pequeno valor sem movimentação há mais de dois anos, sem, contudo, intimar os titulares do cancelamento dos títulos.

O objetivo declarado da referida lei era de retomar precatórios que, embora reconhecidos na Justiça, não tivessem sido sacados por omissão de seus credores. A Procuradoria-Geral da União estima que o governo receberia, ainda este ano, mais de R$ 8 bilhões com a nova regulamentação.

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Em pauta Projeto de lei sobre Cadastro Positivo

Deve entrar na pauta do Senado nas próximas semanas o Projeto de Lei 212/2017, que altera o Cadastro Positivo para incluir automaticamente nos bancos de dados de gerenciadores de crédito dados relativos ao comportamento financeiro do consumidor. O Cadastro Positivo já existe desde 2012, trazendo vantagens como juros mais baixos, e diferentes opções de empréstimo e parcelamento para aqueles que são considerados bons pagadores. Contudo, a adesão ao programa, que é voluntária, é muito baixa, até pela questão da falta de informação.

Pelo projeto, ao acessar o banco de dados das gerenciadores, tais como Serasa e SPC, lojas e instituições financeiras terão acesso apenas à classificação do consumidor, e não ao histórico financeiro. Informações detalhadas só podem ser fornecidas com autorização expressa e, no caso de o consumidor não querer seu nome na lista, pode requerer a retirada.

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Aumento da alíquota do PIS/Cofins

Está em estudo no Ministério da Fazenda medida provisória para aumentar as alíquotas do PIS/Cofins como forma de compensar as perdas de arrecadação decorrentes de decisão do Supremo, que excluiu o ICMS da base de cálculo dos dois tributos. O objetivo é manter a entrada das receitas que já estavam previstas antes do julgamento do caso, estimada em torno de R$ 27 bilhões por ano.

As alíquotas dos dois tributos somam hoje 9,25% sobre o faturamento; com o reajuste, estimado em um ponto percentual, a cobrança seria na faixa dos 10%. A proposta deve ser enviada à Casa Civil para análise e seguir para o Congresso como medida provisória ou projeto de lei.

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Assinado acordo para regulação de dispositivos constitucionais

Em evento da última quinta-feira (05), marcando o início das comemorações pelos 30 anos da Constituição, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, assinaram protocolo de intenções para regulamentação de dispositivos constitucionais.

O acordo é uma forma de regulamentar e suprimir omissões que ainda não foram resolvidas dentro do texto constitucional, viabilizando direitos que, desde a constituinte, ainda não foram efetivados.

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Aprovado o Novo Refis

Foi aprovado na Câmara, na última quarta-feira (27), o texto-base da Medida Provisória 783, que cria o novo Refis, permitindo o parcelamento de dívidas com a União por parte de pessoas físicas e jurídicas, com concessão de descontos sobre juros e multa. O texto foi aprovado em votação simbólica, após acordo com o Executivo, mas ainda há destaques para serem analisados pelos deputados.

O novo Refis prevê descontos de até 70% das multas e 90% dos juros se o pagamento da dívida for realizado de uma vez só.  As dívidas de até R$ 15 milhões poderão ser pagas com créditos de prejuízo fiscal. No caso do parcelamento, dívidas de até R$ 15 milhões exigirão entrada de 5%. O pagamento poderá ser feito em 145 meses, com descontos de 50% nas multas e 80% nos juros; e em 175 meses, com descontos de 25% e 50%, respectivamente.

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