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Proposta que fixa mandato para ministro do STF causa polêmica

Por Patricia Moterani

As recentes notícias sobre a tentativa de políticos envolvidos em esquemas de corrupção de interferir nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) reacenderam a discussão sobre o processo de escolha dos ministros da mais alta Corte do país. Avança no Congresso Nacional a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 35/2015. O projeto pode alterar a maneira pela qual os membros do STF são nomeados e definir tempo de mandato para os magistrados. Este último ponto é o mais polêmico. De autoria do senador Lasier Martins (PDT-RS), a PEC 35/2015 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em fevereiro deste ano.

De acordo com a proposta, a indicação de ministros deixaria de ser competência exclusiva do presidente da República. Além disso, os mandatos seriam fixados em dez anos para cada ministro, com prazo de cinco anos de inelegibilidade a cargos públicos depois que deixar a função.

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Artigo: A coisa julgada em matéria tributária

Por Marcos Meira

O Supremo Tribunal Federal (STF) atribuiu repercussão geral à questão jurídica que versa sobre os efeitos prospectivos de uma decisão transitada em julgado em matéria tributária quando a norma que embasa a sentença é posteriormente declarada inconstitucional pela Suprema Corte. A questão será analisada no recurso extraordinário nº 955.227/BA, por

A questão será analisada no recurso extraordinário nº 955.227/BA, por meio do qual a União questiona, no tempo, decisão definitiva que garantiu à petroquímica Braskem, em 1992, o direito de não recolher a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).

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Artigo: Código de Defesa do Contribuinte – novidade ou perda de oportunidade?

Por Marcos Meira

Em seus discursos ao Senado, o presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy costumava dizer que a palavra crise, em chinês, é descrita por dois caracteres, um representando perigo e o outro, oportunidade.

Por aqui, status e prognóstico são de crise. Na face política, o noticiário se repete em manchetes que escancaram diariamente um reduzido grau de comprometimento com a coisa pública. Na economia, o desemprego já atinge 10 milhões de brasileiros, o déficit fiscal persiste e a dívida pública cresce em ritmo exponencial.

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Mudanças fiscais miram e beneficiam advogados

Por Patricia Moterani

O ano de 2016 tem sido de importantes mudanças fiscais para os advogados. Pela primeira vez, a declaração do Imposto de Renda, cujo prazo de entrega se encerra no dia 29 de abril, exige que a categoria, assim como profissionais das áreas de saúde (médicos, psicólogos, odontólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais), informe o CPF dos clientes que fizeram pagamentos por serviços prestados.

Até então, só era preciso dizer à Receita a soma total dos valores recebidos, sem a necessidade de especificar de quem eles vinham. 

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A necessidade e a legitimidade do exame da OAB

Por Patricia Moterani

Recordista mundial em número de faculdades de direito, o Brasil conta hoje, segundo dados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com cerca de 1.300 cursos na área – a média em países como China e Estados Unidos é de 1.100.

Desse quadro, tem-se, por ano, considerando que cada curso oferece em torno de 300 vagas, 390 mil novos bacharéis chegando ao mercado de trabalho. E boa parte deles pretende seguir carreira na advocacia.

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Jovens advogados: que áreas seguir e como começar a carreira?

Por Patricia Moterani

Tradicional, o curso de Direito se torna ainda mais concorrido depois que, além da formação, a experiência em advocacia passa a ser um requisito para exercer a carreira pública.

Segundo o Ministério da Educação, a matéria ficou em terceiro lugar em número de inscritos na primeira edição deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu*) – foram 250 mil candidatos, número superior aos que concorreram a vagas para Medicina (233 mil), por exemplo. Em 2016, o curso de Direito perdeu para Administração e Pedagogia, respectivamente. 

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Artigo: Receita Federal erra ao impedir sociedade individual no Simples

Por Marcos Meira

A consciência social, de modo mais ou menos generalizado, já não vê ilícito tributário como crime, percepção que decorre da alta carga tributária aliada à voracidade fiscal do Estado brasileiro, que “empurra” pessoas físicas e jurídicas para a informalidade e a sonegação. São vítimas do Estado que “encontra” meios, ainda que não legítimos, para elevar a arrecadação como contra-ataque ao déficit fiscal que se acumula a cada exercício, decorrente de sua própria ineficiência e da corrupção.

A evasão fiscal torna-se, muitas vezes, a única opção viável à sobrevivência. Em muitos casos, é tida “socialmente” como o exercício da legítima defesa contra a injusta agressão fiscal por parte do Estado.

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